IA no Judiciário Brasileiro - Res. 332/00 - CNJ
- Bruno Augusto Santos Oliveira
- 26 de jul. de 2023
- 2 min de leitura

Você sabia que o Conselho Nacional de Justiça publicou uma Resolução dispondo sobre ética, transparência e governança na produção e no uso de Inteligência Artificial no Poder Judiciário?
Trata-se da Resolução nº 332, de 21 de agosto de 2020.
Tendo entre suas referências a Carta Europeia de Ética sobre o Uso da Inteligência Artificial em Sistemas Judiciais e seus ambientes (que Intelletica disponibiliza em sua seção "Fontes"), estabelece que a Inteligência Artificial "aplicada nos processos de tomada de decisão deve atender a critérios éticos de transparência, previsibilidade, possibilidade de auditoria e garantia de imparcialidade e justiça substancial".
Além disso, admite a tomada de decisões judiciais com apoio em Inteligência Artificial, desde operem para "preservar a igualdade, a não discriminação, a pluralidade, a solidariedade e o julgamento justo, com a viabilização de meios destinados a eliminar ou minimizar a opressão, a marginalização do ser humano e os erros de julgamento decorrentes de preconceitos".
Nos termos da Resolução 332/00,
Art. 1o O conhecimento associado à Inteligência Artificial e a sua implementação estarão à disposição da Justiça, no sentido de promover e aprofundar maior compreensão entre a lei e o agir humano, entre a liberdade e as instituições judiciais.
Art. 2o A Inteligência Artificial, no âmbito do Poder Judiciário, visa promover o bem-estar dos jurisdicionados e a prestação equitativa da jurisdição, bem como descobrir métodos e práticas que possibilitem a consecução desses objetivos.
...
Art. 4o No desenvolvimento, na implantação e no uso da Inteligência Artificial, os tribunais observarão sua compatibilidade com os Direitos Fundamentais, especialmente aqueles previstos na Constituição ou em tratados de que a República Federativa do Brasil seja parte. Art. 5o A utilização de modelos de Inteligência Artificial deve buscar garantir a segurança jurídica e colaborar para que o Poder Judiciário respeite a igualdade de tratamento aos casos absolutamente iguais.
A norma tem 31 artigos, reunidos nos seguintes Capítulos:
CAPÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO II - DO RESPEITO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO III - DA NÃO DISCRIMINAÇÃO
CAPÍTULO IV - DA PUBLICIDADE E TRANSPARÊNCIA
CAPÍTULO V - DA GOVERNANÇA E DA QUALIDADE
CAPÍTULO VI - DA SEGURANÇA
CAPÍTULO VII - DO CONTROLE DO USUÁRIO
CAPÍTULO VIII - DA PESQUISA, DO DESENVOLVIMENTO E DA IMPLANTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
CAPÍTULO IX - DA PRESTAÇÃO DE CONTAS E DA RESPONSABILIZAÇÃO
CAPÍTULO X - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Veja o texto completo em https://tinyurl.com/4xh3updv
Em 26 de julho de 2023, da equipe Intelletica.




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